terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

SERÁ MUITO DIFÍCIL PORTUGAL CUMPRIR AS METAS DE RECICLAGEM DE REEE


Para Bruno Vidal, director da Interecycling, «será muito difícil para Portugal cumprir as metas europeias de reciclagem de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE)», meta essa que se cifra nos 4 kg por habitante.

Portugal precisa, segundo o responsável, de acções de sensibilização mais focalizadas neste mercado e de campanhas mais directas, já que, segundo um inquérito realizado pela Amb3E, 80 por cento da população não sabe o que fazer com os REEE. A acção das entidades gestoras tem sido, para Bruno Vidal, «bastante satisfatória», com excepção do campo da sensibilização. «A sua eficácia não está a ser a melhor ou a pretendida», refere.

Fora de Portugal existem bons exemplos. Há muitos países cujos resultados comprovam que as metas são exequíveis, como a Suíça, a Holanda, a Noruega ou a Suécia, que alcançaram resultados «francamente superiores», diz. Por exemplo, a Noruega reciclou cerca de16 kg por habitante e a Holanda 9 kg. Apesar de «serem realidades e economias diferentes, provam que os 4 kg são exequíveis», diz, acrescentando que «ainda há um longo caminho a percorrer em Portugal».

Com o aparecimento das entidades gestoras em 2006 - Amb3E e ERP - «houve apenas uma deslocalização da proveniência dos REEE. Tratou-se apenas de uma substituição de mercado, pois já tínhamos muitas empresas com quem trabalhávamos», explica. Numa primeira fase, diz, sentiu-se apenas o impacto directo a nível administrativo, tendo havido um ligeiro aumento em 2007.

Criada em 2001, a Interecycling já ultrapassou uma fase menos positiva nos seus resultados financeiros. A empresa surgiu, segundo um responsável, «desadequada em relação ao que o mercado fazia», pelo que passou por um período menos positivo. No entanto, em 2005, após ter conseguido formar um mercado e de ter apostado na sensibilização, conseguiu superar as dificuldades encontradas no início da sua actividade, recorda.

Apesar de ter uma capacidade instalada para 35 mil toneladas, a Interecycling reciclou, em 2007, cerca de 7 500 toneladas de REEE. Ainda assim, a empresa investiu 700 mil euros no ano passado e este ano irá investir cerca 1,5 milhões de euros em melhorias no processo produtivo e das fracções finais.

Autor / Fonte Sofia Vasconcelos

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

EUROPA TEM QUE CUMPRIR METAS AMBIENTAIS

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou em Bruxelas que a União Europeia não será levada a sério se desrespeitar as metas acordadas no quadro do plano de combate às alterações climáticas e melhoria da eficiência energética, informa a Lusa.

Barroso falava no Parlamento Europeu, por ocasião da apresentação do pacote energético, que inclui o «roteiro» para o cumprimento das metas acordadas em Março de 2007 e a divisão de esforços entre os Estados-membros para as alcançar.
No ano passado, os 27 acordaram reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2), em 20 por cento até 2020, e aumentar a parte das energias renováveis para 20 por cento do consumo total, igualmente em 2020.

Estes alvos foram postos em causa sobretudo pelo sector da indústria, mas Bruxelas manteve-os, tendo Barroso afirmado esta quarta-feira que discorda «daqueles que dizem que a mudança tem um custo demasiado elevado e não resta alternativa a enterrar a cabeça na areia e esperar pelo melhor».

«Há um custo, mas é exequível», afirmou, apontando que o esforço adicional para levar a cabo estas propostas será menos de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, e mesmo no mais optimista dos cenários a «inacção representaria dez vezes mais que isso».

Por outro lado, defendeu, a transição para uma economia de reduzidas emissões poluentes constitui «uma oportunidade económica imensa» para a Europa, e o sector das energias renováveis, por si só, criará um milhão de postos de trabalho até 2020.

«Estou certo de que a indústria europeia irá mostrar a sua capacidade para inovar e se adaptar».

AGRICULTURA DEVE TER EM CONTA O AQUECIMENTO GLOBAL

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, disse, em Bruxelas, que a Política Agrícola Comum (PAC) terá que responder no futuro a problemas como as alterações climáticas e a desertificação.

A Comissão Europeia apresentou já uma série de propostas no âmbito do controlo de saúde (health check) da reforma de 2003 da PAC, nomeadamente a limitação das ajudas concedidas a grandes explorações e o reforço das verbas para o desenvolvimento rural.


Os temas das alterações climáticas e da desertificação são problemas que há que ter em conta nas linhas de orientação para o pós-2013, quando termina a vigência da actual PAC.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

COMBATE DE EMISSÃO DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA CUSTA 60 MIL MILHÕES DE EUROS


Sessenta mil milhões de euros é quanto a União Europeia vai gastar anualmente para combater, até 2020, as emissões de gases com efeito de estufa, estimou esta segunda-feira o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
«Estas acções [de combate] terão um custo, mesmo se pensarmos que podemos limitar o montante da factura anual a 0,5 por cento do Produto Interno Bruto» europeu, ou seja, 60 mil milhões de euros, explicou Durão Barroso durante uma intervenção em Londres.
«Mas estas acções deverão permitir à União Europeia reduzir 50 mil milhões de euros por ano na factura das importações de gás e petróleo», assegurou.
As declarações de Durão Barroso foram proferidas dois dias antes de a Comissão Europeia apresentar uma série de medidas restritivas para responder ao compromisso assumido em Março de 2007 pelos dirigentes da União Europeia de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20 por cento em 2020.

domingo, 23 de dezembro de 2007

PRIMEIRA POUSADA DA JUVENTUDE AMIGA DO AMBIENTE

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, inaugura este sábado a nova Pousada da Juventude de Vila Nova de Cerveira, uma infraestrutura com 60 camas orçada em 1,8 milhões de euros.
Fonte da Câmara de Cerveira salientou que a nova pousada, a 48ª unidade de alojamento inserida na Rede Nacional de Turismo Juvenil de Portugal Continental, será servida por painéis solares como fonte de energia, assumindo-se como «amiga do ambiente».
«Trata-se da primeira pousada em Portugal onde todos os quartos estão servidos com instalações sanitárias, o que representa um aumento de comodidade e privacidade do visitante», acrescentou a fonte.
O novo equipamento resultou da recuperação e adaptação da antiga escola primária da vila, onde fica «a área social» da pousada, enquanto os quartos ficam num espaço adjacente, construído de raiz.
As 60 camas estão distribuídas por quartos duplos e quartos múltiplos, dispondo a pousada também de uma sala de convívio, refeitório, cozinha de alberguista e um conjunto de equipamentos lúdicos para o desenvolvimento de actividades de grupo.
A pousada está também dotada de acessos facilitados e de um quarto expressamente reservado para jovens de mobilidade condicionada.
O protocolo de cooperação entre a Câmara de Vila de Nova de Cerveira e a Movijovem, para construção desta pousada, foi assinado em Setembro de 2001.
O lançamento da primeira pedra ocorreu em Novembro de 2006, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias.
A actual pousada da juventude de Cerveira, com 50 camas, está instalada num edifício antigo e degradado, pelo que será desactivada logo que a nova entre em funcionamento.
Registava cerca de 6000 dormidas por ano, um número que a Câmara espera que, na nova, ascenda a mais de 10 mil.
O Alto Minho dispõe de mais quatro pousadas da juventude, duas em Viana do Castelo (125 camas no total), uma em Ponte de Lima (44 camas) e outra em Melgaço (62 camas).
Lusa

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

SUBIDA DO MAR PODE INUNDAR PRAIAS DO MEDITERRÂNEO

O nível do Mar Mediterrâneo poderá aumentar até meio metro nos próximos 50 anos a manter-se a actual tendência de aquecimento das águas, revela um estudo do Instituto Espanhol de Oceanografia, citado esta sexta-feira pelo jornal El Mundo Manuel Vargas, oceanógrafo do Instituto Espanhol de Oceanografia e coordenador da investigação, referiu que «a subida da temperatura superficial» do Mar Mediterrâneo «entre 1948 e 2005 variou entre 0,1 e 0,5 graus ao longo dos 3.200 quilómetros» que banham Espanha.

A manter-se a tendência de aumento da temperatura, que se registou em especial a partir da década de 90, o nível do Mar Mediterrâneo «poderá aumentar até meio metro nos próximos 50 anos», sustentou, por sua vez, o director do Instituto, Enrique Tortosa.

A subida do nível do mar poderá inundar parcial ou totalmente praias e afectar infra-estruturas costeiras.

De acordo com o mesmo estudo, citado pela edição online do diário, o nível do Mar Mediterrâneo aumentou aceleradamente nos últimos 15 anos. A variação da subida é de 2,5 a 10 milímetros anuais.